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Criança ganha direito ao tratamento com células-tronco após atuação da Defensoria na Justiça

Defensoria em Feira de Santana busca o custeio do tratamento no Hospital das Clínicas

“Allyce era uma criança extremamente ativa. Andava, corria, brincava de bicicleta e também com o brinquedo preferido dela: o pula-pula, que nós levamos para o interior para que ela não sofresse vendo ele, mas sem poder brincar”. É dessa forma que Lidiane Ribeiro descrevia o comportamento da sua filha, Allyce Ribeiro, até os 11 anos. Tudo mudou em junho de 2023, quando a criança sentou em uma cadeira e não conseguiu levantar, tampouco andar, pois havia perdido o controle do quadril e das pernas.

“Fomos à emergência de um hospital, aqui em Feira de Santana, onde foi constatada a necrose da cabeça do fêmur, em estágio avançado, das pernas direita e esquerda”, relatou Lidiane. A condição é chamada osteonecrose – situação em que há a necrose (morte) de um segmento de osso causada pela interrupção da circulação sanguínea.

Devido ao quadro, desde novembro de 2023 mãe e filha são acompanhadas pela 1ª regional da Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA, em Feira de Santana. Por meio da atuação da Instituição, a Justiça concedeu à pequena Allyce o direito ao tratamento: uma terapia concentrada com células-tronco, incluindo kits para a separação das respectivas células e gel osteocondutor regenerativo.

Segundo o defensor público, Maurício Moitinho, a ação judicial movida pela Defensoria da Bahia busca o custeio do tratamento no Hospital das Clínicas. Atualmente, o tratamento com células-tronco é realizado em caráter experimental com estudo científico em curso e, em Salvador, é ofertado pelo Hospital Universitário Professor Edgard Santos – Hupes, também conhecido como Hospital das Clínicas, da Universidade Federal da Bahia – Ufba.

Atualmente, a mãe conta que Allyce tem uma rotina completamente diferente da anterior à condição: faz sessões de fisioterapia de três a quatro vezes por semana e hidroginástica, atividades de baixo impacto, para não atrofiar os membros e, consequentemente, perder os movimentos das pernas.

Sonhos e esperança

Allyce faz sessão de fisioterapia para minimizar impactos da osteonecrose nos movimentos das pernas | *Foto cedida pela mãe e responsável, Lidiane Ribeiro

Mãe e filha sonham com o dia em que poderão realizar o tratamento. “Absolutamente tudo irá mudar [com o tratamento] para Allyce. Só de não correr risco de perder os membros, [ter de volta] o direito de andar com as pernas dela, sem crises e dores constantes… Ela vai ter o direito de ser criança novamente, de brincar e correr”, desabafou Lidiane.

A mãe afirmou ainda que a atuação da Defensoria tem sido célere, sempre considerando a urgência e as necessidades da adolescente. “Estou sendo muito bem assistida e terá a minha eterna gratidão”, finalizou Lidiane Ribeiro.

Osteonecrose

De acordo com o Ministério da Saúde – MS, a osteonecrose é uma das principais manifestações da doença falciforme, ou anemia falciforme, em que as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) assumem a forma de foice ou meia lua. Neste formato, diz o MS, “os glóbulos vermelhos não oxigenam o organismo de maneira satisfatória, porque têm dificuldade de passar pelos vasos sanguíneos, causando má circulação em quase todo o corpo”.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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