A comunicação baiana perdeu nesta quarta-feira (07) uma de suas vozes mais marcantes. Faleceu aos 80 anos o radialista Itajay Azevedo Pedra Branca, nome histórico do rádio em Feira de Santana, com mais de cinco décadas de serviços prestados à informação e ao jornalismo esportivo.
O comunicador estava internado há 45 dias em um hospital particular da cidade. A admissão ocorreu em 20 de novembro para tratar uma pneumonia bacteriana, mas o quadro evoluiu para uma fibrose pulmonar, comprometendo severamente sua respiração.
Segundo informações médicas, o estado de saúde se agravou nos últimos dias. Durante uma tentativa de retirada do respirador, Itajay sofreu uma parada cardíaca e vinha sendo mantido sob sedação profunda na UTI para garantir conforto. Ele completou 80 anos durante o período de internação.
Uma voz que fez história
Itajay não era apenas uma referência local, mas um profissional de projeção nacional. Sua carreira foi marcada pelo rigor na apuração e pelo pioneirismo. Entre seus feitos mais notáveis, está o de ter sido o primeiro jornalista brasileiro a noticiar o atentado contra o papa João Paulo II, em 1981, um marco no jornalismo internacional.
Além disso, sua trajetória no esporte inclui a cobertura presencial de sete Copas do Mundo, narrando e comentando momentos decisivos do futebol para o público baiano.
Legado familiar
Itajay deixa um legado vivo na comunicação através de seus filhos, os jornalistas Itajay Junior e Andrews Pedra Branca, que seguem a tradição da família no meio. A morte do radialista encerra um ciclo de ouro no rádio de Feira de Santana, deixando órfãs gerações de ouvintes e profissionais que se inspiraram em seu trabalho.
Redação











