A memória de um dos nomes mais emblemáticos da cultura de Feira de Santana foi eternizada neste sábado (29). A Prefeitura Municipal, através das secretarias de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec), inaugurou a Alameda Nilton Rasta, espaço localizado na área dos boxes do tradicional Mercado de Arte Popular (MAP).
A cerimônia foi marcada pela emoção e reuniu familiares, amigos, músicos e admiradores do percussionista, artesão e líder cultural, que faleceu no dia 29 de setembro deste ano. Uma placa com o nome do artista foi instalada no local, simbolizando o reconhecimento por mais de três décadas dedicadas à arte e à defesa da identidade afro-brasileira.
Um Legado de Luta e Ritmo
Nilton Rasta não foi apenas um músico, mas um “professor” para muitos artistas locais. Ele presidiu o histórico Afoxé Pomba de Malê, fundado no bairro da Rua Nova, e tornou-se uma referência na manutenção das tradições de matriz africana na cidade.
A importância de sua trajetória já havia sido reconhecida ainda em vida: durante a Micareta de Feira de Santana deste ano, o grupo foi homenageado pelos seus 40 anos de atuação.
Repercussão e Homenagens
Durante o evento no MAP, artistas locais entoaram canções dedicadas a Nilton, transformando a saudade em celebração.
O secretário de Cultura, Cristiano Lôbo, reforçou a relevância do ato:
“Com certeza, este momento reforça o que Nilton representou para todos nós. Ele foi um grande artista, artesão, professor e percussionista… Agora, no Mercado de Arte Popular, registramos mais uma vez sua história, eternizando tudo o que ele fez. Nilton deixava sempre uma mensagem por onde passava.”
A secretária da Settdec, Márcia Cristina Ferreira, lembrou a conexão íntima do artista com o local: “O MAP era um dos espaços que ele mais frequentava e onde deixava sua marca… Manter viva essa memória é essencial.”
Emoção da Família e Reflexão da Classe Artística
Cristinae de Moura Pereira, viúva de Nilton, expressou sua gratidão com a voz embargada: “É difícil estar aqui sem a presença dele. Este lugar era parte do que ele chamava de legado. Mas fico agradecida por ver tanta gente celebrando o trabalho dele.”
Já o cantor e compositor Dionorina, parceiro de longa data de Nilton, aproveitou o momento para fazer uma reflexão sobre a valorização da cultura:
“Estamos aqui desde 1982, lutando juntos. Hoje é um dia de dor e memória, mas também de reflexão. Peço que lembremos dos artistas vivos, daqueles que contribuíram e ainda estão entre nós. Que possamos homenagear essas pessoas em vida, para que tenham um final mais digno e feliz”, declarou Dionorina.
Redação com informações da Secom Feira









