O mundo artístico e os fãs do icônico programa do Chacrinha estão de luto. Morreu nesta sexta-feira (25) a ex-chacrete Neulizete de Souza Ferraz, conhecida artisticamente como Lia Hollywood. Aos 66 anos, a dançarina não resistiu às complicações decorrentes de um ataque brutal do cachorro da raça pitbull, que pertencia ao seu próprio filho.
Lia estava internada há mais de um mês no Hospital Roberto Chabo, em Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, lutando para se recuperar de ferimentos gravíssimos.
Batalha pela Vida e Amputação
O ataque ocorreu na residência onde a ex-chacrete vivia, na cidade vizinha de São Pedro da Aldeia. A ferocidade do animal causou danos severos, resultando em fraturas expostas nos braços, rosto e pernas.
Devido à gravidade das lesões, Lia precisou ser transferida do pronto-socorro local para a unidade de alta complexidade em Araruama. Durante o período de internação, a artista passou por cirurgias delicadas e teve o braço direito amputado na tentativa de conter os danos tecídeos e infecções.
Na última sexta-feira, o quadro clínico de Lia sofreu uma piora súbita. Ela precisou ser entubada, mas acabou sofrendo duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
Histórico de Agressividade e Investigação Tardia
A tragédia levanta questões sobre a responsabilidade na guarda do animal. Relatos de pessoas próximas e vizinhos indicam que o pitbull já possuía um histórico de agressões. A situação era tão crítica que algumas vítimas anteriores já possuíam medidas protetivas contra o tutor do animal (o filho da vítima).
Apesar do histórico e da gravidade do ataque à própria mãe do tutor, a Polícia Civil informou que o inquérito para investigar o caso só foi instaurado após a confirmação da morte da artista. O caso foi registrado inicialmente na 118ª DP e encaminhado para a 125ª DP, que ainda não divulgou a tipificação criminal que será imputada ao responsável pelo animal.
Carreira e Despedida
Lia Hollywood marcou época na televisão brasileira integrando o corpo de baile do Cassino do Chacrinha nas décadas de 1970 e 1980, auge do programa de auditório. Seu nome artístico era uma homenagem a Lia Torá, a primeira atriz brasileira a atuar em Hollywood.
O velório e o sepultamento da ex-chacrete serão realizados neste domingo (30), no Cemitério Jardim Park da Saudade.
Redação











