O prestigiado jornal americano The New York Times publicou, neste fim de semana, um perfil detalhado do ator brasileiro Wagner Moura. A publicação o aponta como um dos nomes mais fortes na corrida pelo Oscar de Melhor Ator em 2026, graças à sua atuação no filme O Agente Secreto.
O reconhecimento internacional coincide com a disputa de Moura no Globo de Ouro deste domingo (11), onde concorre na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama. As indicações ao Oscar serão anunciadas no dia 22 de janeiro, com a cerimônia de premiação marcada para 15 de março.
Carreira política e atritos no Brasil
A reportagem, intitulada “Wagner Moura se mantém crítico, mesmo quando isso lhe traz problemas”, não foca apenas na atuação do astro. O texto destaca como a postura política do ator gerou polarização em seu país de origem.
O jornal relembra as críticas de Moura ao governo de direita e os atritos ocorridos após sua estreia como diretor em Marighella. Em entrevista exclusiva ao NYT, o ator reiterou suas convicções:
“O Brasil é lindo, mas também é violento, elitista, misógino e homofóbico. E Bolsonaro é a personificação de tudo isso”, afirmou o ator.
A estratégia em Hollywood: Fuga de estereótipos
Um dos pontos altos do perfil é a análise da carreira de Moura nos Estados Unidos. Após o sucesso mundial como Pablo Escobar em Narcos, o ator optou por um caminho arriscado: recusar papéis lucrativos que reforçassem estereótipos latinos.
Essa decisão, embora tenha causado frustração em seus agentes na época, é vista hoje pelo jornal como o fator que permitiu ao baiano construir uma trajetória sólida e respeitada entre dois continentes.
Favoritismo e premiações
A performance em O Agente Secreto já rendeu a Wagner Moura conquistas expressivas nesta temporada:
- Festival de Cannes: Prêmio de Melhor Ator;
- Círculo de Críticos de Nova York: Prêmio de Melhor Ator;
- Globo de Ouro: Indicação a Melhor Ator em Drama.
Embora enfrente concorrentes de peso como Leonardo DiCaprio, Timothée Chalamet e Michael B. Jordan, especialistas ouvidos pelo jornal acreditam que este é o momento definitivo para a primeira indicação de Moura à estatueta dourada.
Aos 49 anos, o ator segue equilibrando grandes produções internacionais com trabalhos autorais e teatrais, inclusive em sua cidade natal, Salvador, reafirmando sua identidade como um artista de forte conteúdo intelectual e político.
Redação











