Em entrevista à revista The Atlantic, presidente dos EUA condiciona cooperação de líder interina a alinhamento com interesses de Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (4) que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, poderá enfrentar consequências ainda mais severas do que as aplicadas ao ex-presidente Nicolás Maduro caso não “faça o que é certo”, em referência aos termos exigidos por Washington para cooperação política e econômica.
📣 Ameaça direta à liderança venezuelana
Em entrevista por telefone à revista The Atlantic, Trump disse que, se Rodríguez não cooperar com as exigências dos Estados Unidos após a operação militar que resultou na captura de Maduro em Caracas, ela poderá “pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”. A advertência ocorre em meio à profunda crise política desencadeada pela intervenção americana no país vizinho e pela prisão do antigo líder venezuelano em Nova York.
💬 Rejeição e resposta venezuelana
A ameaça de Trump contrasta com a postura inicial de reconhecimento público de Rodríguez por parte da administração americana no sábado (3), logo após a captura de Maduro, e com críticas fortes feitas pela venezuelana, que classificou a operação de Washington como uma agressão e declarou que a Venezuela “está pronta para defender seus recursos naturais”
📌 Condições de cooperação e política externa
Trump defendeu a intervenção militar e a mudança de regime como medidas necessárias para “reconstruir” a Venezuela, argumentando que a situação no país era insustentável. Ele também citou outros interesses estratégicos da política externa dos EUA, incluindo sua insistência histórica na importância da Groenlândia para a defesa americana, mesmo mencionando de forma surpreendente o interesse do governo norte-americano no território dinamarquês.
🌍 Repercussão internacional
A declaração de Trump intensifica a tensão diplomática entre Washington e Caracas e pode influenciar a reação de países na América Latina e além. Enquanto isso, líderes venezuelanos continuam a afirmar sua legitimidade interna, e aliados políticos de Rodríguez tentam equilibrar resistência à intervenção americana com a necessidade de estabilidade interna
Fonte: Redação com informações da CNN Brasil e Univision










