A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) descartou oficialmente, neste domingo (11), a existência de novos casos de intoxicação por metanol. A suspeita de um novo registro em Feira de Santana ganhou força após a internação de uma mulher no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), na última sexta-feira (9), mas os exames clínicos negaram a contaminação pelo produto.
Em nota, a Sesab reafirmou que “todos os casos suspeitos que deram entrada no Hospital Clériston foram descartados” e que, até o momento, a Bahia não possui novas confirmações da doença.
Investigação e histórico do surto
O caso suspeito de Feira de Santana chegou a ser acompanhado pela Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª Coorpin). No entanto, a Polícia Civil optou por não comentar detalhes, remetendo a responsabilidade das atualizações sobre o quadro clínico à pasta estadual de saúde.
Até agora, o balanço oficial da Bahia aponta:
- 7 casos confirmados: Todos concentrados na cidade de Ribeira do Pombal.
- 1 óbito: Registrado após a ingestão de bebida alcoólica adulterada.
- Casos descartados: Outros três pacientes que apresentaram sintomas semelhantes em dias anteriores também tiveram o diagnóstico de metanol negado.
Os perigos do metanol
O metanol é um álcool industrial altamente tóxico e sua ingestão, geralmente por meio de bebidas falsificadas, pode causar danos severos ao sistema nervoso central, cegueira irreversível e morte. A Sesab e as autoridades sanitárias seguem monitorando estabelecimentos comerciais e alertam a população para o consumo de produtos de procedência duvidosa.
Na última terça-feira (6), a secretaria já havia destacado que o monitoramento é contínuo e que qualquer sintoma suspeito — como náuseas intensas, dor abdominal e distúrbios visuais — deve ser reportado imediatamente às unidades de saúde.
Redação










