A presidente do México, Claudia Sheinbaum, adotou um tom diplomático ao comentar as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o envio de tropas para combater cartéis de drogas. Segundo Sheinbaum, as falas do líder republicano fazem parte de sua “forma de comunicação” e não devem impedir o fortalecimento da cooperação bilateral.
Em coletiva de imprensa, a mandatária informou que já instruiu o ministro das Relações Exteriores, Juan Ramón de la Fuente, a estabelecer contato direto com o Departamento de Estado norte-americano. Ela também não descartou uma conversa por telefone com Trump para alinhar as estratégias de combate ao crime organizado.
A ameaça de intervenção terrestre
A tensão aumentou após uma entrevista de Donald Trump à Fox News na última quinta-feira (8). Na ocasião, o presidente dos EUA afirmou que:
- O governo americano deve iniciar ações em terra contra cartéis de drogas em breve;
- O foco das operações seria o território mexicano;
- A entrada de drogas por via marítima teria sido reduzida em 97%, justificando agora a atuação em solo.
Trump foi enfático ao dizer que os cartéis estão “controlando o México” e classificou o cenário atual como “muito triste”.
Resposta do México: Diálogo em vez de confronto
Apesar da retórica agressiva de Washington, Sheinbaum reiterou que o México não busca o confronto. A presidente defende que o caminho para enfrentar o problema do narcotráfico é a coordenação institucional e o respeito à soberania.
“O governo mexicano está disposto a dialogar com Washington para fortalecer a cooperação entre os dois países, caso seja necessário”, afirmou a presidente, reforçando a importância de manter os canais diplomáticos abertos diante da pressão da nova administração dos EUA.
Pontos de atenção na relação bilateral:
- Segurança na fronteira: A pressão de Trump por resultados imediatos no combate ao fentanil.
- Soberania Nacional: A resistência histórica do México contra operações militares estrangeiras em seu solo.
- Geopolítica: O impacto dessas declarações no comércio e nos acordos de cooperação entre as duas maiores potências da América do Norte.
Redação











