Conselho de Segurança debate operação militar e captura de Nicolás Maduro
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião de emergência na próxima segunda-feira (5) para discutir a operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano. A confirmação foi feita neste sábado (3) pela presidência do Conselho, atualmente exercida pela Somália.
Segundo a Missão Permanente somali junto à ONU, o encontro está previsto para as 12h (horário de Brasília). A Somália ocupa a presidência rotativa do órgão durante o mês de janeiro e foi responsável por articular a convocação extraordinária.
⚠️ Escalada internacional
A convocação ocorre após os Estados Unidos lançarem, no sábado (3), uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, em Caracas. De acordo com autoridades norte-americanas, a ação foi precedida por seis meses de ameaças e táticas de pressão contra o governo venezuelano.
🕊️ Alerta da ONU
Em reação imediata, o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou profunda preocupação com a escalada do conflito. Em nota divulgada por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres classificou o episódio como um precedente perigoso.
“Independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”, afirmou o secretário-geral.
Guterres reforçou a necessidade do pleno respeito ao direito internacional, incluindo os princípios da Carta da ONU, e destacou preocupação com o enfraquecimento das normas que regem as relações entre os Estados.
📄 Reação da Venezuela
Também neste sábado, a Missão Permanente da Venezuela junto à ONU encaminhou uma carta ao presidente do Conselho de Segurança, Abukar Dahir Osman, condenando o que chamou de ataques “brutais, injustificados e unilaterais” promovidos pelos Estados Unidos.
No documento, o governo venezuelano apresentou quatro exigências centrais:
- Convocação urgente do Conselho de Segurança;
- Condenação internacional da ação militar;
- Suspensão imediata dos ataques;
- Responsabilização dos EUA por “crime de agressão”.
💥 Acusações de bombardeios
Segundo a carta, forças militares norte-americanas teriam bombardeado alvos civis e militares em Caracas e em cidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além de realizar ataques com helicópteros e aeronaves em diferentes regiões do país.
A missão venezuelana afirma que a ofensiva viola de forma “flagrante” a Carta da ONU e teria como objetivo derrubar o governo atual para impor um “governo fantoche” e explorar os recursos petrolíferos do país.
🌍 Apoio internacional
A realização da reunião de emergência conta com o apoio da Colômbia, que ocupa uma vaga de membro não permanente do Conselho de Segurança, e da Rússia, um dos membros permanentes do órgão.
A expectativa é que o encontro intensifique o debate internacional sobre os limites das ações militares unilaterais e seus impactos sobre a estabilidade regional e a ordem internacional.
Fonte: Metro 1










