A Polícia Militar da Bahia foi alvo de uma dura operação de limpeza interna na manhã da última sexta-feira (27). A Operação “Banda Suja” prendeu quatro policiais militares investigados por formarem um grupo de extermínio e milícia com forte atuação na região de Ipirá, no centro-norte do estado.
Do total de detidos, três foram alvos de mandados de prisão preventiva e um acabou preso em flagrante. A ofensiva ocorreu simultaneamente nos municípios de Ipirá e Feira de Santana.
O peso da farda no crime Segundo as investigações do Ministério Público, o grupo possuía uma clara divisão de tarefas e usava a própria função pública para facilitar atividades ilícitas, representando um grave risco à ordem pública. A lista de crimes investigados inclui violações de domicílio, abuso de autoridade, extorsões, tortura e até mesmo associação para o tráfico de drogas.
O alvo das buscas: dinheiro e armas
As buscas não se limitaram às residências dos suspeitos. A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão que se estenderam até as próprias sedes das corporações: a 98ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), em Ipirá, e a Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Leste, em Feira de Santana.
Durante a varredura, as equipes apreenderam armas de fogo, aparelhos celulares que passarão por perícia e cerca de R$ 70 mil em espécie.
Quem são os policiais detidos?
De acordo com apurações da imprensa local (TV Bahia), os agentes presos na operação já foram identificados. Três deles atuavam na mesma unidade em Ipirá:
Sargento Anderson de Oliveira Jesus: Lotado na 98ª CIPM (Ipirá).
Cabo Luciano Lima Fernandes: Lotado na 98ª CIPM (Ipirá).
Soldado Lúcio Flávio Oliveira Macedo: Lotado na 98ª CIPM (Ipirá).
Cabo Tiago Silva de Jesus Leal: Lotado na Cipe Leste (Feira de Santana).
Força-tarefa e próximos passos
A ofensiva exigiu um esforço conjunto de diversas forças de segurança. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador. A execução ficou a cargo do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público da Bahia (MPBA), com o apoio tático da Força Correcional Especial Integrada (Force-SSP) e da própria Corregedoria da Polícia Militar.
Até a última atualização desta reportagem, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) não havia confirmado se os policiais militares detidos já haviam passado por audiência de custódia.
Redação com informações do g1 Bahia











