Fenômeno conhecido como “Superlua” estará mais próxima da Terra, mas diferença é quase imperceptível a olho nu
Embora seja popularmente chamada de Superlua, o nome científico correto do fenômeno que poderá ser observado neste sábado (3) é Lua Cheia de Perigeu. A denominação é usada pelos astrônomos porque, nesse momento, a Lua estará em um ponto mais próximo da Terra em sua órbita.
O termo Perigeu vem da junção das palavras gregas “peri” (próximo) e “geo” (Terra). Nessa condição, a Lua Cheia pode parecer cerca de 6% maior e até 13% mais brilhante do que uma Lua Cheia comum.
🌕 Quando acontece o fenômeno
A Lua Cheia de janeiro ocorrerá oficialmente às 7h03 (horário de Brasília). Já no primeiro dia de 2026, o satélite estava a aproximadamente 362.312 quilômetros da Terra, distância considerada curta dentro de sua órbita.
Para efeito de comparação, a chamada Microlua — prevista para 31 de maio — estará a cerca de 406.135 quilômetros do planeta, quase 44 mil quilômetros mais distante.
📏 Tamanho maior só nos números
Segundo o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp, a Lua não muda de tamanho. O que acontece é apenas a variação da distância em relação à Terra.
Em janeiro, o diâmetro aparente da Lua Cheia será de 32,92 minutos de arco, considerado relativamente grande quando comparado aos 29,42 minutos de arco da Microlua de maio.
“Todo mês a Lua passa pelo Perigeu e pelo Apogeu. Quando ela está cheia e próxima do Perigeu, recebe o nome de Lua Cheia de Perigeu ou Superlua, porque fica só um pouquinho maior”, explica Langhi.
👀 Dá para perceber a diferença?
Apesar do nome chamativo, os especialistas são categóricos: a diferença é praticamente imperceptível a olho nu. Langhi compara o fenômeno a aproximar ou afastar levemente uma bola dos olhos.
“Para a maioria das pessoas, não dá para notar nenhuma mudança. Mesmo para quem observa a Lua com frequência, a diferença não é tão evidente”, afirma.
🔭 Superlua ou exagero?
O físico e astrônomo João Batista Canalle, professor da UERJ e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia, vai além e considera o termo “Superlua” exagerado.
“É a mesma Lua Cheia de sempre. Não tem nada de diferente fisicamente. A Lua não fica gigante e nem microscópica em nenhum momento”, avalia Canalle.
Para ele, tanto o termo Superlua quanto Microlua podem induzir o público ao erro, já que as variações de distância são pequenas diante da distância média de quase 400 mil quilômetros entre a Terra e a Lua.
✨ Vale a pena observar?
Mesmo sem mudanças visíveis significativas, a Lua Cheia de Perigeu continua sendo um belo espetáculo natural. Céu limpo, ambiente escuro e um pouco de atenção já são suficientes para apreciar o brilho intenso do satélite natural da Terra.
Fonte: Agência Brasil











