O Governo Federal oficializou, nesta segunda-feira (12), o reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS que recebem valores acima do salário mínimo. O índice de correção será de 3,90%, acompanhando a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025.
Com a mudança, o teto dos benefícios do INSS passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. A portaria com os novos valores já está em vigor após publicação no Diário Oficial da União (DOU).
Quem recebe o reajuste integral?
O índice de 3,90% é aplicado integralmente apenas aos segurados que já recebiam o benefício em 1º de janeiro de 2025. Para quem começou a receber a aposentadoria ou pensão a partir de fevereiro de 2025, o reajuste será proporcional ao número de meses de concessão.
Confira a tabela de reajuste proporcional (conforme o mês de início do benefício):
Mês de Início (2025)
Reajuste (%)
Mês de Início (2025)
Reajuste (%)
Janeiro
3,90%
Julho
0,79%
Fevereiro
3,90%
Agosto
0,58%
Março
2,38%
Setembro
0,79%
Abril
1,86%
Outubro
0,27%
Maio
1,38%
Novembro
0,24%
Junho
1,02%
Dezembro
0,21%
Salário Mínimo e o Piso do INSS
Para os segurados que recebem o valor do piso, o reajuste segue o novo salário mínimo de R$ 1.621, que está em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2026. Nestes casos, a atualização é automática.
O que muda nas regras de aposentadoria em 2026?
Seguindo as regras de transição estabelecidas pela Reforma da Previdência de 2019, as exigências de idade e pontuação foram atualizadas para quem planeja se aposentar este ano:
Idade Mínima: Sobe seis meses.
Mulheres: 59 anos e seis meses.
Homens: 64 anos e seis meses.
Regra de Pontos (Idade + Tempo de Contribuição):
Mulheres: Mínimo de 93 pontos.
Homens: Mínimo de 103 pontos.
Tempo de Contribuição: Mantido em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
Inflação sob controle: Entenda os números do INPC
O acumulado de 3,90% em 2025 ficou abaixo dos 4,77% registrados no ano anterior. Segundo o IBGE, o resultado foi puxado principalmente pelo grupo de Habitação (6,78%) e Educação (5,99%).
No cenário regional, a cidade de Vitória registrou a maior inflação do país (4,82%), impactada pela alta na energia elétrica. Já Porto Alegre teve a maior variação mensal em dezembro (0,57%), enquanto Curitiba apresentou recuo de 0,22% no último mês do ano.
Nota importante: O INPC mede a inflação para famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, sendo o índice legal para a preservação do poder de compra dos aposentados.
Redação com informações g1











