O Ministério Público do Paraná (MPPR) formalizou uma denúncia contra o empresário Igor Freitas, filho do ex-boxeador Acelino “Popó” Freitas, por participação em uma rede de manipulação de resultados. O grupo, alvo da Operação Derby, é suspeito de tentar subornar atletas para interferir em eventos específicos das partidas, como o recebimento de cartões, visando lucros ilícitos em casas de apostas.
O “Modus Operandi” do Grupo
Segundo as investigações do Gaeco de Londrina, o esquema seguia um roteiro estratégico de abordagem para ganhar a confiança dos atletas:
O “Abre-portas”: Igor Freitas iniciava o contato via Instagram ou WhatsApp. Ele utilizava o prestígio do pai e sua posição de empresário para oferecer supostos patrocínios e grandes projetos.
O Repasse: Após o primeiro contato, os jogadores eram encaminhados a Rodrigo Rossi, que afirmava ter ligações com mais de 25 casas de apostas.
A Proposta: O grupo chegava a oferecer R$ 15 mil para que o atleta forçasse um cartão amarelo durante o jogo.
Casos Identificados e Alvos
A denúncia detalha que o esquema não se limitava a apenas uma divisão, mas tentava infiltrar-se em diversos níveis do futebol nacional:
Londrina (Série C): Tentativa de aliciamento de jogadores para influenciar o desempenho do time.
Reinaldo (Mirassol): O lateral-esquerdo teria sido abordado em agosto de 2025, mas recusou a oferta e não aceitou participar do esquema.
Abrangência: Interceptações sugerem que o grupo tinha metas para atingir atletas das Séries B e C de forma contínua.
Consequências Legais e Próximos Passos
Os denunciados agora enfrentam a justiça e podem sofrer sanções severas:
| Aspecto | Detalhe |
| Crimes Imputados | Associação criminosa e corrupção no âmbito esportivo. |
| Pena Prevista | 2 a 6 anos de reclusão, além de multa. |
| Indenização | Pedido de R$ 150 mil por dano moral coletivo. |
| Localização | Operações ocorreram em Salvador (BA) e Itapema (SC). |
Até o fechamento desta edição, a defesa de Igor Freitas e dos demais citados não havia se pronunciado oficialmente. A Polícia Federal e o Gaeco seguem analisando o material apreendido nos mandados de busca em Salvador para identificar se há mais jogadores envolvidos no esquema.
Redação com informações do GloboEsporte










