Tradicionalmente associada à maionese que ficou fora da geladeira ou à água sem tratamento, a diarreia tem vilões menos óbvios neste verão. Segundo a Vigilância Epidemiológica (Viep), o problema também pode ser sintoma de infecções virais que circulam na cidade, como Influenza, Covid-19 e até Dengue.
O nutricionista Lázaro Melo alerta que atribuir o quadro apenas à alimentação é um erro. “A população costuma associar apenas à alimentação, mas essa não é sempre a causa”, explica.
Quem corre mais risco?
Os dados da Viep mostram dois perfis principais de pacientes:
- Crianças (1 a 4 anos): A maior incidência ocorre pelo comportamento natural de brincar no chão e levar mãos e objetos à boca em ambientes que podem não estar higienizados.
- Adolescentes e Adultos (>10 anos): O perigo mora na rua. A contaminação geralmente vem do consumo de alimentos e água fora de casa, muitas vezes preparados ou conservados sem a higiene ideal.
Queda nos números em 2026
Apesar do alerta para o verão, os dados mostram uma redução significativa no início deste ano em comparação ao pico do ano passado:
- Janeiro de 2025: 1.252 casos notificados.
- Janeiro de 2026: 769 casos.
No total do ano passado, foram registrados 9.317 casos de diarreia aguda na cidade.
O que fazer?
A maioria dos casos é leve e “autolimitada” (o corpo cura sozinho), durando de 1 a 3 dias. O tratamento principal é feito em casa com hidratação reforçada.
Quando ir ao médico? A recomendação é procurar uma unidade de saúde se:
- Os sintomas persistirem por mais de 14 dias.
- Houver sinais de desidratação grave.
- Houver presença de sangue nas fezes.
Redação com informações da Secom Feira










