Trump anuncia controle “interino” do país e planos para setor petrolífero; reação internacional é imediata
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas conduziram um ataque militar em grande escala à Venezuela e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país, em uma ação que ele mesmo descreveu como concluída com sucesso.
Trump declarou que Washington assumirá o governo da Venezuela de forma “temporária” por meio de um grupo a ser designado, até que ocorra uma “transição adequada, justa e legal”, sem detalhar datas ou membros da equipe de administração provisória.
💥 Explosões e ataques em Caracas
Antes da declaração oficial, testemunhas relataram uma série de explosões em Caracas e em outras áreas próximas na madrugada, com fumaça visível e impacto nas operações urbanas da capital venezuelana. A própria Trump classificou as ações como parte de um ataque “em grande escala” contra alvos em território venezuelano.
A operação teria ocorrido com apoio de unidades das forças armadas dos EUA em conjunto com autoridades de segurança americanas — detalhes completos ainda não foram formalizados pelos órgãos oficiais norte-americanos.
🏛️ Governo interino e interesses estratégicos
Trump anunciou que os Estados Unidos planejam administrar o país “até que uma transição segura e legal seja implementada” e sugeriu que empresas petrolíferas americanas entrarão no setor energético venezuelano, visando recuperar e explorar a infraestrutura de petróleo em colaboração com o novo governo.
Autoridades americanas também indicaram que Maduro e sua esposa serão levados à Justiça nos Estados Unidos com base em acusações anteriores de narcotráfico e corrupção.
🌍 Reações internacionais
A ação desencadeou críticas imediatas de diversos governos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou os ataques como uma violação inaceitável da soberania venezuelana e pediu resposta da Organização das Nações Unidas.
Países como Cuba e Irã também condenaram o ataque, descrevendo-o como “agressão militar” e “violação flagrante do direito internacional”.
Líderes regionais expressaram preocupação com a escalada militar, destacando que a estabilidade e a segurança no Hemisfério Ocidental estão em risco.
🔍 Posição do governo venezuelano
O governo da Venezuela descreveu a ação como uma séria agressão militar. A vice-presidente do país afirmou não saber o paradeiro de Maduro após a ação e exigiu “prova de vida”. Autoridades venezuelanas também declararam estado de comoção e mobilização diante do ataque.
A legalidade da operação, incluindo se houve ou não autorização prévia do Congresso dos EUA, é objeto de debate e crítica tanto internacional como doméstica.
Fonte: EFE / Reuters / The Guardian / Al Jazeera











