Os olhos da geopolítica mundial se voltam para Nova York nesta segunda-feira (5). O Conselho de Segurança da ONU realiza uma sessão extraordinária para discutir as repercussões globais do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, ocorridas no último sábado.
A reunião foi solicitada em caráter de urgência pela Colômbia. Embora o Brasil não ocupe uma cadeira de membro permanente no conselho, fontes diplomáticas confirmam que a delegação brasileira pedirá a palavra para se posicionar oficialmente perante as potências mundiais.
O Discurso Brasileiro
O representante do Brasil na ONU, Sérgio Danese, deve levar ao plenário uma mensagem dura, alinhada com o Itamaraty e com o Palácio do Planalto. O tom será de repúdio à ação militar unilateral da Casa Branca.
Pontos centrais que o Brasil deve defender:
Violação da Soberania: A operação será classificada como uma afronta à autonomia de uma nação sul-americana.
Direito Internacional: O Brasil sustentará que o ataque fere as regras básicas de convivência entre os países e a carta das Nações Unidas.
Essa postura reforça as declarações do presidente Lula, que no sábado classificou o ataque como “inaceitável”, e do ministro Mauro Vieira, que já havia condenado a ação na reunião da CELAC neste domingo (4).
O Cenário no Conselho
A sessão promete ser tensa. De um lado, países latino-americanos buscam condenar a intervenção militar; do outro, os Estados Unidos (que possuem poder de veto no conselho) defenderão a legitimidade da captura sob a acusação de narcoterrorismo.
Redação











