O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na tarde desta terça-feira (6) o pedido de remoção imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Hospital DF Star, em Brasília. A solicitação foi feita após Bolsonaro sofrer uma queda dentro da cela onde está custodiado, na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal, e bater a cabeça.
Em atendimento inicial, a equipe médica da Polícia Federal avaliou que não havia necessidade urgente de internação hospitalar, recomendando apenas observação. Diante disso, a defesa recorreu ao STF, mas o pedido foi indeferido horas depois.
Na decisão, Moraes destacou que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”. O ministro também determinou que seja anexado aos autos o laudo médico elaborado pela PF e que a defesa informe quais exames considera necessários, para avaliação da possibilidade de realização dentro do sistema penitenciário.
O cirurgião responsável pela saúde do ex-presidente, Cláudio Birolini, confirmou à imprensa que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve.
O Relato de Michelle: “Meu amor não está bem”
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deu detalhes sobre o incidente, demonstrando preocupação. Segundo ela, o acidente ocorreu durante a madrugada.
A dinâmica descrita aponta que Bolsonaro teria tido uma “crise” enquanto dormia, o que provocou a queda e o choque da cabeça contra um móvel da cela.
“Meu amor não está bem. (…) Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros”, publicou Michelle, indicando que ele só teria sido socorrido quando os agentes chegaram para a visita ou contagem matinal, já que o quarto permanece fechado à noite.
Histórico de Saúde na Prisão
A saúde do ex-presidente tem sido tema recorrente desde sua prisão, em 22 de novembro de 2025:
Dezembro: No dia 24/12, ele já havia sido internado no mesmo hospital para tratar uma hérnia inguinal e crises persistentes de soluços.
Janeiro: Recentemente (dia 1º), o STF havia negado um pedido de prisão domiciliar humanitária, determinando seu retorno à carceragem após a alta anterior.
Redação











