A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) iniciou uma ampla estratégia de vigilância para blindar o estado contra o sarampo e a rubéola. A iniciativa acompanha o movimento nacional do Ministério da Saúde com o 5º Dia “S” de Busca Ativa de Doenças Exantemáticas, marcado para a próxima quinta-feira, 5 de março. As atividades operacionais se estenderão pelos municípios baianos até o dia 15 de março.
O alerta máximo das autoridades de saúde tem um motivo claro: a preocupante redução nas coberturas vacinais em todo o país, somada ao aumento de casos confirmados no exterior. O objetivo da Sesab é garantir que o estado da Bahia mantenha o seu atual status de eliminação dessas doenças.
O que é a Busca Ativa? É uma estratégia preventiva que não espera o paciente chegar ao posto de saúde. As equipes de saúde investigam e identificam proativamente casos suspeitos, mesmo entre pessoas que não procuraram atendimento médico ou que passaram pelos serviços sem receber a notificação adequada.
Os números da prevenção
A estratégia não é nova e já provou o seu alcance. Apenas no ano passado, a Bahia revisou mais de 1,1 milhão de registros nos serviços de saúde.
A adesão dos municípios foi expressiva: 359 cidades realizaram a busca dentro das instituições de saúde, enquanto 295 levaram a investigação diretamente para as comunidades.
Como a vigilância vai funcionar na prática?
Para garantir que nenhum possível caso passe despercebido, a operação deste ano está dividida em três frentes de atuação simultâneas:
Busca Ativa Institucional (BAI): Uma varredura minuciosa. Os profissionais de saúde farão a revisão de prontuários, fichas e registros de atendimento tanto na rede pública quanto em hospitais e clínicas privadas.
Busca Ativa Comunitária (BAC): A saúde batendo à porta. Envolve o trabalho direto nos bairros, com visitas domiciliares e ações em locais de grande circulação, como escolas, creches, igrejas e outros espaços de convivência comunitária.
Busca Ativa Laboratorial (BAL): Investigação científica. O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) fará a reanálise de amostras que foram coletadas inicialmente para investigar casos de arboviroses (como dengue, zika e chikungunya), ampliando a rede de detecção de possíveis infectados pelo sarampo ou rubéola.
Com o esforço conjunto entre estado, municípios e população, a Bahia busca evitar a reintrodução de doenças graves, mas totalmente preveníveis por meio da vacinação.
Redação










