A Bahia está na rota de uma severa instabilidade climática para os próximos dias. A previsão meteorológica aponta para chuvas frequentes e volumosas que devem atingir com força o Oeste, Sul, a capital Salvador e a Região Metropolitana.
O cenário, classificado como incomum pela MetSul Meteorologia, é provocado pela atuação simultânea de dois ciclones no Oceano Atlântico Sul, combinados à formação de um forte corredor de umidade vindo da Amazônia.
O maior perigo é a água, não o vento Diferente do que se imagina ao ouvir a palavra “ciclone”, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a MetSul alertam que o risco principal para a Bahia neste momento não são as rajadas de vento, mas o excesso extremo de precipitação. O risco geológico para alagamentos e deslizamentos de terra é considerado muito alto, podendo chegar a níveis críticos.
Entenda o fenômeno dos dois ciclones
A ocorrência de dois sistemas agindo ao mesmo tempo altera o clima em diferentes regiões do país:
O Ciclone Extratropical: Já está formado e atua longe da costa. Seu principal efeito é empurrar uma massa de ar frio e seco para a Região Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, cidades como Pinheiro Machado registraram temperaturas de 7,4°C nos últimos dias.
O Ciclone Subtropical (em formação): Uma área de baixa pressão no Atlântico está ganhando força e características subtropicais. É ele o responsável por puxar o corredor de umidade (deslocado mais ao Norte do que o normal) e despejar grandes volumes de água sobre o Sudeste e o Nordeste.
Áreas de risco e previsão de chuvas na Bahia
A previsão indica que muitas cidades baianas enfrentarão acumulados que variam entre 100 mm e 200 mm ao longo dos próximos sete dias. Em pontos isolados, esse volume pode dobrar, alcançando a marca extrema de 200 mm a 400 mm.
Confira as áreas que exigem atenção redobrada e preparo para possíveis inundações, enxurradas e bloqueios de rodovias:
Salvador e Região Metropolitana (RMS): Risco elevado para alagamentos urbanos e deslizamentos de encostas.
Interior e Serras: Regiões como a Chapada Diamantina, Irecê e a Bacia do Paramirim devem manter monitoramento constante devido ao relevo e risco de desabamentos.
Oeste e Sul baiano: Previsão de chuvas constantes e volumosas que podem impactar a infraestrutura local e estradas.
As defesas civis municipais já monitoram a situação para mitigar os transtornos nas regiões que devem ser mais castigadas pelo volume persistente de águas.
Redação











