Um impasse sobre a transferência de gestão de escolas do Estado para o Município quase deixou centenas de alunos sem vagas em Feira de Santana. No entanto, um acordo selado nesta sexta-feira (23), mediado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), garantiu que as unidades permaneçam funcionando e ofertando vagas para o 6º ao 9º ano.
A medida evita que estudantes sejam deslocados para bairros distantes, o que geraria custos extras com transporte e riscos de segurança devido a conflitos de facções em determinadas áreas.
O que muda a partir de segunda-feira (26)?
O cronograma de atendimento às famílias foi definido para resolver a situação das unidades mais afetadas:
| Escola / Colégio | Ação Imediata | Público-Alvo |
| C. E. Imaculada | Manutenção total das vagas | 6º ao 9º ano |
| C. E. Georgina Soares | Abertura de novas vagas | 6º ao 9º ano |
| Colégio Carminda Mascarenhas | Oferta imediata de vagas | Alunos do 6º e 7º ano do Georgina Erismann |
Foco na Realidade Social
O promotor de Justiça Audo Rodrigues reforçou que a prioridade foi proteger os alunos e suas famílias. O fechamento das unidades traria impactos severos, como:
Segurança: O medo de alunos circularem em territórios de facções rivais ao serem remanejados para longe.
Inclusão: A quebra de vínculos pedagógicos essenciais para alunos com deficiência.
Economia: O impacto financeiro no orçamento familiar com gastos de transporte.
Próximos Passos e Avaliações
O acordo não termina aqui. Outras três unidades tradicionais de Feira de Santana terão sua situação avaliada tecnicamente para garantir que o atendimento à comunidade não seja prejudicado:
C. E. Lázaro dos Santos Ferreira
C. E. Padre Vieira
C. E. Eduardo Fróes da Mota
Uma nova reunião de ajuste está marcada para o dia 30 de janeiro, na sede do Centro de Autocomposição do MP (Compor), para definir as medidas complementares para essas escolas.
Redação











