O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial do Will Bank, o banco digital que se popularizou entre as classes C, D e E. A medida é um desdobramento da quebra do Grupo Master, ocorrida em novembro do ano passado. Com o encerramento das atividades, estima-se que o impacto de ressarcimento chegue a R$ 50 bilhões, atingindo uma base de cerca de 5 milhões de clientes.
A liquidação foi decretada após o banco não conseguir concretizar uma venda estratégica no prazo de 120 dias dado pelo BC para tentar salvar a operação.
Tenho conta no Will Bank. E agora?
Se você é um dos milhões de clientes que mantinha saldo ou investimentos na instituição, a primeira regra é manter a calma. O Will Bank é coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O que o FGC cobre:
Saldos em conta-corrente;
CDBs e RDBs;
Aplicações de renda fixa garantidas.
O limite do seguro: O FGC garante o pagamento de até R$ 250.000,00 por CPF. Se você tinha um valor abaixo disso, o ressarcimento será integral (incluindo os juros devidos até a data de hoje).
Passo a Passo para o Ressarcimento
O processo de pagamento não é imediato, mas já está digitalizado para facilitar a vida do correntista:
Baixe o App do FGC: Disponível nas lojas oficiais (Android e iOS).
Cadastro: Realize o cadastro com seus dados pessoais e CPF.
Assinatura Digital: Você precisará assinar o termo de recebimento de forma digital pelo aplicativo.
Indicação de Conta: Informe uma conta em outro banco (de sua titularidade) para receber o dinheiro.
Prazo: O FGC costuma iniciar os pagamentos em algumas semanas após a consolidação da lista de credores pelo liquidante nomeado pelo BC.
Por que o banco quebrou?
Segundo o Banco Central, a situação financeira do Will Bank tornou-se insustentável devido à sua dependência direta do Banco Master, que já havia sofrido intervenção. A incapacidade de honrar compromissos e o agravamento das contas internas levaram à decisão extrema de encerrar as atividades para proteger o sistema financeiro nacional.
O banco, que investiu pesado em marketing com celebridades para atrair o público desbancarizado, deixa agora um vácuo no atendimento às classes de menor renda que dependiam do crédito oferecido pela fintech.
Redação











