Produtos de duas marcas são retirados do mercado por uso de ingredientes sem segurança comprovada
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e o recolhimento de suplementos alimentares das marcas Cycles Nutrition e Mushin. A decisão foi publicada nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União e tem como base a presença de ingredientes que não passaram por testes de segurança, o que pode representar riscos graves à saúde dos consumidores.
🚫 Produtos da Cycles Nutrition proibidos
No caso da Cycles Nutrition, a Anvisa suspendeu os suplementos:
- Recover Cycles Nutrition
- Shot Ritual Cycles Nutrition
- Relax Ritual Cycles Nutrition
Fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios, os produtos não poderão ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados ou consumidos. Segundo a Anvisa, os suplementos contêm ingredientes sem avaliação de segurança para uso em suplementos alimentares.
De acordo com o órgão regulador, a ausência dessa análise pode expor o consumidor a efeitos adversos e riscos à saúde, motivo pelo qual a retirada imediata do mercado foi determinada.
🗣️ O que diz a empresa
Em nota divulgada nas redes sociais, a Cycles Nutrition afirmou que utiliza, “sempre que possível”, ingredientes compostos principalmente por frutas e vegetais, submetidos a rigorosos processos de seleção e certificação.
A empresa sustenta que os extratos utilizados são ingredientes amplamente empregados no Brasil e no exterior para conferir aroma, sabor e cor a alimentos e suplementos.
“Estamos prestando todos os esclarecimentos, estudos e dossiês técnicos necessários e seguiremos mantendo nossos clientes e parceiros informados com total transparência”, declarou a marca.
🍄 Caso Mushin: alegações sem comprovação científica
A Anvisa também determinou a suspensão e o recolhimento de três produtos da empresa Mushin Serviços e Comércio no Geral:
- Fantastic Oat Frutas Vermelhas
- Fantastic Oat Banana e Caramelo
- Fantastic Oat Maçã e Canela
Segundo o órgão, os produtos informavam conter “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, ingrediente que ainda não teve sua segurança avaliada para uso em suplementos alimentares. Além disso, a empresa atribuía aos produtos efeitos como redução do colesterol ruim e controle do açúcar no sangue, sem comprovação científica.
⚖️ Defesa da Mushin
Procurada, a Mushin afirmou ter sido surpreendida pela decisão e alegou um possível mal-entendido na interpretação da legislação. Segundo a empresa, o extrato de Cogumelo Agaricus Bisporus com Vitamina D2 teria sido aprovado para uso em alimentos e suplementos no Brasil em 2023.
A empresa informou ainda que já acionou seu departamento jurídico e que possui documentação técnica de aprovação do ingrediente.
⚠️ Alerta ao consumidor
A Anvisa reforça que o consumo de suplementos com ingredientes não avaliados pode trazer riscos significativos à saúde. A recomendação é que consumidores interrompam o uso dos produtos suspensos e acompanhem apenas suplementos regularizados e aprovados pelo órgão.
Fonte: Agência Brasil











