Chuvas na Bahia tendem a reduzir oferta de animais e abrir espaço para ajustes nos preços
O preço da arroba do boi gordo permanece em R$ 310,00 na Bahia, conforme levantamento divulgado nesta semana pela Cooperfeira. O valor vem se repetindo ao longo das últimas semanas e reflete um mercado em compasso de espera, sem a ocorrência de fatores novos capazes de provocar oscilações mais significativas.
📊 Mercado estável no início do ano
Segundo a análise da cooperativa, o comportamento é típico do início do ano, período em que o mercado costuma se acomodar após as movimentações registradas no fim de 2025. A combinação entre oferta regular de animais e consumo interno considerado satisfatório tem sido suficiente para sustentar os preços no mesmo patamar.
Na comparação com semanas anteriores, não houve variações relevantes, confirmando um cenário de estabilidade tanto para produtores quanto para compradores.
🌧️ Chuvas mudam a lógica da oferta
Apesar do momento estável, a Cooperfeira alerta para possíveis mudanças no curto prazo. As chuvas intensas registradas em diversas regiões da Bahia — incluindo áreas produtoras próximas a Feira de Santana — podem influenciar diretamente o comportamento do mercado nas próximas semanas.
Com previsão de novos episódios de chuva e trovoadas, o cenário no campo tende a se transformar de forma gradual.
🐂 Menor pressão para venda de gado
Durante o período de seca, muitos pecuaristas vinham mantendo o rebanho com ração comprada, o que elevou os custos de produção e levou, em alguns casos, à antecipação da venda dos animais. Com a retomada das chuvas, o capim volta a brotar e o gado retorna à alimentação natural, reduzindo despesas.
Esse novo contexto dá ao produtor mais margem para reter os animais no pasto e aguardar uma melhor engorda, o que tende a diminuir a oferta imediata de bois prontos para o abate.
📈 Possíveis reflexos nos preços
Caso as condições climáticas favoráveis se mantenham e o consumo siga no nível atual, a Cooperfeira avalia que o mercado pode sair do atual período de estabilidade e passar por ajustes nos preços mais à frente, impulsionados pela redução da oferta.
A entidade seguirá monitorando semanalmente o comportamento do mercado e os impactos das condições climáticas, mantendo produtores e agentes do setor informados sobre possíveis mudanças no cenário da pecuária regional.
Fonte: Marcílio Costa / Cooperfeira











