O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom das críticas à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela por meio de um artigo de opinião publicado neste domingo (18) no prestigiado jornal The New York Times. No texto, Lula classifica a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro como um “capítulo lamentável” que fere a ordem multilateral construída desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Para o mandatário brasileiro, o uso recorrente da força para resolver disputas políticas não apenas ignora a soberania das nações, mas coloca em risco a estabilidade e a segurança globais.
Os pontos centrais do artigo de Lula
O artigo detalha as preocupações do governo brasileiro quanto aos precedentes abertos pela ação unilateral norte-americana:
- Enfraquecimento das Instituições: Lula argumenta que o respeito às normas internacionais não pode ser “seletivo”, sob pena de tornar o sistema internacional obsoleto.
- Impactos Humanitários e Econômicos: O presidente destacou que ações dessa natureza interrompem o comércio regional e têm o potencial de aumentar os fluxos migratórios, gerando novos desafios para os países vizinhos, como o Brasil.
- Estabilidade Regional: O texto reforça que o uso da força ameaça a paz em um hemisfério que, segundo ele, “pertence a todos nós”.
O equilíbrio diplomático: Crítica vs. Parceria
Apesar da condenação direta à captura de Maduro, Lula encerrou o artigo com um aceno estratégico ao governo de Donald Trump. O presidente enfatizou que o Brasil continua disposto a colaborar com os EUA em temas fundamentais:
- Planos de Investimento e Comércio: Fortalecimento das relações econômicas bilaterais.
- Combate ao Crime Organizado: Cooperação em segurança e desafios transnacionais.
“Somente juntos poderemos enfrentar os desafios que afligem este hemisfério”, escreveu o presidente, tentando separar a discordância sobre a Venezuela da agenda econômica comum entre as duas maiores potências das Américas.
Redação










