Na manhã desta quarta-feira (14), as forças de segurança da Bahia deflagraram a segunda fase da Operação Mirakel. O foco da ação é um grupo criminoso especializado no roubo e na comercialização ilegal de canetas emagrecedoras, medicamentos de alto valor comercial e grande procura no mercado paralelo.
A operação acontece em diversos pontos de Salvador e visa cumprir mandados judiciais contra os integrantes do esquema responsável tanto pelos assaltos a farmácias quanto pela revenda ilícita dos produtos.
Megaoperação mobiliza 300 agentes
Para garantir o cumprimento das ordens judiciais, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) mobilizou um contingente de aproximadamente 300 policiais. A ação é integrada e conta com:
- Polícia Civil e Militar: Unidades ordinárias e especializadas;
- Departamento de Polícia Técnica (DPT): Suporte pericial;
- Superintendência de Inteligência (SI): Monitoramento e rastreio do grupo.
Histórico: O aliciamento de menores e o “disfarce” de entregador
A investigação avançou significativamente após a primeira fase, realizada em junho do ano passado. Naquela etapa, duas lideranças foram detidas, revelando detalhes do modus operandi da quadrilha:
- Logística: O grupo utilizava disfarces de entregadores por aplicativo (bolsas térmicas e capas de chuva) para facilitar a aproximação das farmácias sem levantar suspeitas.
- Aliciamento: Uma das lideranças era responsável por recrutar adolescentes para participar dos ataques.
- Execução: Os roubos eram coordenados e focados especificamente em medicamentos de alto custo, como as canetas para tratamento de obesidade e diabetes.
Riscos à Saúde Pública
Além do crime patrimonial, as autoridades alertam para o perigo da compra desses medicamentos em canais não oficiais. As canetas emagrecedoras exigem armazenamento térmico rigoroso. Quando roubadas e revendidas ilegalmente, a interrupção da cadeia de frio pode comprometer a eficácia do remédio ou causar graves reações adversas nos usuários.
As investigações prosseguem para identificar os receptadores e os estabelecimentos ou pessoas físicas que financiam o esquema ao adquirir o produto roubado.
Redação











