O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou o silêncio neste sábado (3) e emitiu uma declaração contundente sobre a escalada de tensão na fronteira norte do Brasil. Reagindo aos eventos recentes — os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a captura do presidente do país vizinho —, Lula não poupou palavras para definir a gravidade da situação.
Segundo o mandatário brasileiro, a operação militar americana cruzou limites perigosos.
“Os bombardeios (…) e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania (…) e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disparou Lula.
O Alerta para o “Caos e Instabilidade”
Em seu pronunciamento, o presidente brasileiro expressou profunda preocupação com o futuro das relações internacionais se esse tipo de conduta se normalizar. Para ele, o desrespeito ao direito internacional abre as portas para a barbárie.
A Lei do Mais Forte: Lula alertou que ações como essa são o “primeiro passo para um mundo de violência”, onde a força bruta substitui o multilateralismo e o diálogo.
Fantasmas do Passado: A ação militar foi comparada pelo presidente aos “piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”, colocando em risco o status histórico da região como uma zona de paz.
A posição do Brasil mantém a coerência com a condenação ao uso da força, defendida historicamente pelo Itamaraty em conflitos ao redor do globo.
Redação











