Benefício alcança famílias de baixa renda fora da tarifa social tradicional
Começa a valer nesta quinta-feira (1º) um novo mecanismo de alívio no orçamento das famílias de baixa renda: o desconto social na conta de luz. A medida é voltada a beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal entre meio e um salário-mínimo por pessoa e consumo de até 120 kWh por mês.
Segundo o governo federal, cerca de quatro milhões de famílias em todo o país devem ser beneficiadas com a iniciativa, que complementa a política de acesso à energia elétrica a preços reduzidos.
💡 Como funciona o desconto
O abatimento varia entre 9% e 18% no valor da fatura, a depender da região do país. O desconto é automático e será aplicado diretamente na conta de energia dos consumidores que estejam com o CadÚnico atualizado.
As distribuidoras de energia tiveram prazo até a última quarta-feira (31) para identificar os clientes aptos ao benefício. A expectativa é de que as próximas contas já tragam o valor reduzido.
📊 Quem será atendido
O desconto social foi criado para atender famílias que ficaram fora da nova Tarifa Social de Energia Elétrica, em vigor desde julho do ano passado.
- Renda entre meio e um salário-mínimo por pessoa
- Consumo mensal de até 120 kWh
- Inscrição ativa e atualizada no CadÚnico
Já as famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa e consumo mensal de até 80 kWh continuam com isenção total da conta de luz, conforme as regras da tarifa social.
📌 Tarifa social: alcance nacional
De acordo com estimativas oficiais, a tarifa social de energia elétrica beneficia atualmente cerca de 17 milhões de famílias em todo o Brasil, alcançando aproximadamente 60 milhões de pessoas.
Têm direito ao benefício:
- Famílias inscritas no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa;
- Idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência que recebem o BPC;
- Famílias indígenas e quilombolas inscritas no CadÚnico;
- Famílias atendidas por sistemas isolados de geração de energia, fora da rede pública.
Com a nova medida, o governo amplia a rede de proteção social e busca garantir mais previsibilidade e economia no orçamento das famílias de baixa renda, especialmente em um cenário de custos elevados com serviços essenciais.
Fonte: Redação com informações do Governo Federal











