O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou um movimento estratégico para ampliar em 30% a capacidade de armazenamento de plasma sanguíneo no Brasil. A expansão é impulsionada pela aquisição de 604 equipamentos de alta tecnologia, incluindo freezers e blast-freezers, que já começaram a ser entregues e têm previsão de instalação total até o primeiro trimestre de 2026.
A modernização da infraestrutura beneficiará diretamente 125 serviços de hemoterapia distribuídos por 22 estados da federação, fortalecendo a rede de coleta e conservação.
Impulso à Indústria Nacional e Economia
O impacto dessa logística vai além do armazenamento. Com a nova estrutura, a indústria pública de hemoderivados, ancorada na fábrica da Hemobrás, elevará sua capacidade de processamento para até 500 mil litros de plasma por ano.
Esse volume é crucial para suprir a demanda interna por medicamentos essenciais, tais como:
- Imunoglobulinas
- Albumina
- Fatores de coagulação
A produção nacional reduzirá a dependência do mercado externo. A estimativa do governo é que a medida gere uma economia anual de aproximadamente R$ 260 milhões, cortando gastos com a importação desses insumos biológicos de alto custo.
Crescimento Exponencial da Oferta
Os dados recentes mostram um avanço significativo na gestão do sangue no país. Nos últimos três anos, a disponibilidade de plasma para a indústria cresceu 288%, saltando de 62,3 mil litros para 242 mil litros.
A nova estrutura representa um passo decisivo para a autossuficiência do sistema de saúde brasileiro, garantindo a segurança no tratamento de pacientes com hemofilia, doenças imunológicas e outras condições clínicas complexas que dependem exclusivamente de hemoderivados para a manutenção da vida.
Redação










