Aneel reclassifica tarifa após início do período chuvoso; cobrança extra cairá mais de 50%
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária de dezembro será amarela, reduzindo o valor adicional cobrado na conta de luz. Em novembro, vigorou a bandeira vermelha patamar 1.
Com a mudança, o consumidor deixa de pagar R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos e passa a pagar R$ 1,885 — uma redução superior a 57% no custo extra.
Período chuvoso contribuiu para redução
Segundo a Aneel, a reclassificação se deve ao início do período chuvoso no país. A previsão de chuvas para dezembro é superior à registrada em novembro, embora ainda esteja abaixo da média histórica para o mês.
“As condições de geração de energia estão um pouco mais favoráveis, permitindo a migração da bandeira vermelha patamar 1 para a amarela. Contudo, o acionamento das termelétricas segue essencial para atender à demanda nacional”, informou a Agência.
A Aneel reforçou ainda que a geração solar é intermitente e não supre a demanda de forma contínua, especialmente à noite e nos horários de maior consumo.
Histórico recente das bandeiras
A redução ocorre após dois meses consecutivos de cobrança elevada. Em outubro e novembro, vigorou a bandeira vermelha patamar 1. Antes disso, em agosto e setembro, o país enfrentou o patamar mais caro: a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh.
Como funcionam as bandeiras tarifárias
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa, mês a mês, o custo real da geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). Quando a bandeira está verde, não há cobrança extra. Já nos períodos de bandeiras amarela ou vermelha, há acréscimos proporcionais por 100 kWh consumidos.
O mecanismo foi criado para dar transparência ao consumidor e evitar aumentos inesperados no fim do ano, diluindo os custos ao longo dos meses.
Com a chegada da bandeira amarela, dezembro traz um alívio financeiro para as famílias brasileiras, embora o cenário ainda exija atenção devido ao uso contínuo de termelétricas.
Fonte: Agência Brasil











